Palestras e briefings
Ideias que merecem uma sala cheia
Sete teses sobre inteligência artificial, atenção, reputação, negócios e futuro, formuladas para plateia que prefere sair pensando a sair animada. Escolha a que serve à sua sala e eu levo o argumento inteiro.

Acervo
Índice de ideias
Cada ideia é uma tese fechada, com problema, sinopse, perguntas de saída e ficha técnica. Abra as que interessarem e compare antes de falar comigo.
7 ideias · 3 teses autorais · 4 briefings de futuro
Se a máquina passa a escrever, analisar, desenhar e programar razoavelmente bem, o que sobra valendo caro numa pessoa?
O problema
Competência técnica está virando serviço de assinatura. O que era diferencial de currículo agora vem embutido numa ferramenta de vinte dólares por mês, e o mercado ainda não recalculou quem ele deve pagar bem.
O que acontece na sala
Eu abro mostrando o que a produção em escala já engoliu, sem dramatizar e sem negar, porque quem está na sala já viu isso acontecer no próprio time. A partir daí a palestra vira uma investigação sobre o que a máquina não consegue tomar emprestado: gosto formado por anos de exposição, julgamento sob informação incompleta, repertório que permite ligar duas coisas distantes e a decisão de assinar embaixo. Uso exemplos de mercado, alguns confortáveis e outros não, para mostrar como pessoas com currículo parecido estão sendo precificadas de maneiras opostas. Fecho no que isso implica para contratação, formação de time e carreira de quem construiu autoridade em cima de execução. Ninguém sai da sala com receita, sai com um critério novo para decidir onde vale investir os próximos anos de prática.
Perguntas que ficam
- 01
Qual parte do meu trabalho eu faço porque sei fazer, e qual parte eu faço porque só eu decidiria assim?
- 02
O que eu estou treinando essa semana que uma ferramenta vai fazer melhor em dezembro?
- 03
Se a competência ficar barata, qual é o meu preço?
Ficha técnica
- Formato
- Keynote
- Duração
- 50 a 60 min
- Ideal para
- Abertura de convenção, encontro de liderança, comunidade de criadores.
- Customização
- Exemplos e setor podem ser trocados pelo contexto da sua audiência. A tese não muda.
- Padrão desta ideia
- PenroseOrdem sem repetição: rigoroso e nunca previsível, que é exatamente o que a máquina não consegue tomar emprestado.
- Endereço próprio
- andreraittz.com.br/palestras/o-ultimo-ser-humano-interessante
Informação tende ao infinito e atenção continua do mesmo tamanho, então o que acontece quando o insumo mais barato do mercado disputa o recurso mais caro?
O problema
Empresa boa continua medindo alcance num ambiente onde alcance ficou grátis. Enquanto isso a decisão de compra acontece dentro de uma janela de atenção que ninguém no organograma é responsável por conquistar.
O que acontece na sala
Eu começo pela aritmética, porque ela é implacável e resolve metade da conversa: quanto conteúdo entra por dia, quanto tempo existe por pessoa e o que sobra de janela real para a sua marca. Depois olho para o comportamento, que é onde o assunto fica interessante, porque a pessoa não está desatenta, ela está seletiva, e seleção tem critério. Mostro os critérios que funcionam hoje e por que a maioria das campanhas falha antes do argumento, na primeira linha. A parte final é operacional: como escrever, cortar, nomear e sequenciar para atravessar a peneira sem rebaixar o assunto. Uso peças reais, das minhas e das que eu admiro, com o que deu certo e com o que não deu.
Perguntas que ficam
- 01
Quantos segundos a minha marca realmente ganha, e o que eu coloquei dentro deles?
- 02
Eu estou disputando atenção ou comprando alcance e chamando isso de estratégia?
- 03
Se a minha primeira linha fosse a única coisa lida, ela sustentaria a venda?
Ficha técnica
- Formato
- Palestra
- Duração
- 45 a 60 min
- Ideal para
- Time de marketing e comunicação, convenção comercial, evento de mídia.
- Customização
- As peças analisadas na segunda metade podem ser as da sua própria marca, combinadas antes.
- Padrão desta ideia
- MoiréDuas tramas quase iguais produzindo interferência: o ruído que come o sinal antes do argumento chegar.
- Endereço próprio
- andreraittz.com.br/palestras/ninguem-esta-prestando-atencao
Como aumentar alcance sem rebaixar o assunto, que é o problema que todo especialista bom acha impossível?
O problema
Existe uma crença cara circulando: a de que ser entendido custa precisão. Ela protege o ego e destrói o preço, porque ninguém paga pelo que não entende.
O que acontece na sala
Eu trato tradução como ofício, com técnica ensinável e critério de qualidade. Começo desmontando a confusão entre simplificar, que joga informação fora, e traduzir, que troca a forma e preserva a precisão. Mostro os quatro movimentos que uso com clientes técnicos: achar a consequência antes da explicação, nomear o problema com a palavra do cliente, escolher a unidade de medida que ele já usa e cortar o que só serve para provar que você estudou. A sala trabalha em cima de exemplos reais, inclusive um trazido por alguém da plateia quando dá tempo. O fechamento liga tradução a preço, porque é ali que a competência calada vira tabela e a competência clara vira proposta.
Perguntas que ficam
- 01
Qual palavra do meu vocabulário está me custando dinheiro?
- 02
Eu explico o que eu faço ou o que muda para quem contrata?
- 03
O que eu mantenho na explicação só para não parecer simples?
Ficha técnica
- Formato
- Palestra ou aula especial
- Duração
- 50 a 60 min
- Ideal para
- Corpo técnico, pós-graduação, time de produto, sócios de consultoria.
- Customização
- Funciona melhor com um caso real da plateia trabalhado ao vivo, o que exige combinar antes.
- Padrão desta ideia
- Curva de HilbertReduz dimensão preservando o que estava perto, que é a definição geométrica de traduzir sem simplificar.
- Endereço próprio
- andreraittz.com.br/palestras/traduzir-nao-e-simplificar
Quais sinais ainda pequenos hoje têm chance real de reorganizar a sua decisão de orçamento no ano que vem?
O problema
Quase toda empresa grande tem diretoria de inovação e nenhuma hora reservada para pensar. O radar existe no organograma e não existe na agenda.
O que acontece na sala
Esse é um briefing, então funciona mais como leitura de cenário do que como palestra de palco. Eu chego com um conjunto de sinais que estou acompanhando, cada um com fonte, com o que já é fato e com o que ainda é aposta minha, separados de propósito para que a sala possa discordar com informação na mão. Passo por tecnologia, comportamento, regulação e economia de atenção, sempre puxando para a pergunta que importa naquela mesa, que é o que muda na decisão desse trimestre. A conversa é aberta e a segunda metade normalmente vira discussão. O conteúdo é atualizado antes de cada apresentação, porque briefing velho é pior do que nenhum briefing.
Perguntas que ficam
- 01
Qual desses sinais, se virar verdade, quebra a nossa premissa de receita?
- 02
Onde está reservada a hora de olhar para isso, e de quem ela é?
- 03
O que a gente decidiria diferente hoje sabendo disso?
Ficha técnica
- Formato
- Briefing executivo
- Duração
- 60 min
- Ideal para
- Conselho, diretoria, encontro de liderança, abertura de planejamento anual.
- Customização
- O recorte de sinais é montado para o setor da mesa, e o conteúdo é atualizado antes de cada apresentação.
- Padrão desta ideia
- Regra 30Caos determinado: causa simples, consequência que ninguém previu, que é o comportamento de todo sinal fraco.
- Endereço próprio
- andreraittz.com.br/palestras/departamento-de-assuntos-ainda-nao-acontecidos
Quanta organização ainda é necessária para produzir impacto econômico relevante?
O problema
Estrutura sempre foi resposta para volume de trabalho. Quando parte do volume passa a ser executada por software com autonomia, a conta de quantas pessoas um negócio precisa muda, e ninguém avisou o organograma.
O que acontece na sala
Eu mostro o que já é possível operar sozinho hoje, com exemplos concretos e com os limites bem marcados, porque essa conversa costuma ser vendida com exagero. Depois inverto a pergunta, que é a parte que interessa para quem tem empresa montada: se um concorrente de uma pessoa consegue entregar setenta por cento do que você entrega por um décimo do custo, qual parte da sua operação continua justificada? Falo de onde a alavancagem realmente aparece, de onde ela é ilusão e do custo escondido de manter processo que existia só para coordenar gente. Fecho no que isso significa para contratação nos próximos dois anos.
Perguntas que ficam
- 01
Qual parte da minha estrutura existe para produzir e qual existe para coordenar?
- 02
Se eu tivesse que refazer esse negócio com três pessoas, o que eu manteria?
- 03
O que eu não terceirizo nem para máquina nem para gente?
Ficha técnica
- Formato
- Palestra
- Duração
- 45 a 60 min
- Ideal para
- Empreendedores, sócios de empresa média, comunidade de negócios, times pequenos.
- Customização
- A conta de estrutura pode ser feita com números do setor da plateia, o que muda o efeito da sala.
- Padrão desta ideia
- TruchetUma peça mínima, girada, desenhando a estrutura inteira sem precisar de mais peças.
- Endereço próprio
- andreraittz.com.br/palestras/a-empresa-de-uma-pessoa-so
O que muda quando o software para de esperar comando e passa a executar sequências de trabalho por conta própria?
O problema
A empresa aprendeu a usar IA como ferramenta de resposta. O próximo estágio não responde, ele age, e isso mexe em processo, em auditoria e em quem responde pelo resultado.
O que acontece na sala
Eu explico a diferença entre assistente e agente sem jargão, porque a distinção decide investimento. Mostro onde isso já está em produção, com o que funciona e com os modos de falha que aparecem quando um sistema autônomo erra em silêncio. A partir daí a conversa vira desenho de operação: que trabalho vale delegar, que ponto de controle não se abre mão, como fica auditoria e como fica responsabilidade quando a execução deixou de ser humana. Trato também a parte que ninguém gosta de discutir em público, que é o efeito no time e na maneira de contratar. A sala sai com uma lista de decisões, não com entusiasmo.
Perguntas que ficam
- 01
Qual processo nosso alguém aceitaria delegar sem olhar todo dia?
- 02
Se o sistema errar sozinho, quem descobre e em quanto tempo?
- 03
O que a gente para de contratar e o que a gente passa a contratar?
Ficha técnica
- Formato
- Briefing executivo ou palestra
- Duração
- 50 a 60 min
- Ideal para
- Liderança de tecnologia, time de operações, diretoria, evento corporativo.
- Customização
- Os exemplos de delegação podem sair dos seus processos, se você mandar dois ou três antes.
- Padrão desta ideia
- TrinárioSistema de vias que roda sem alguém dirigindo cada carro, que é o desenho do problema de autonomia.
- Endereço próprio
- andreraittz.com.br/palestras/depois-dos-agentes
Como usar cenário para decidir melhor sem transformar incerteza em previsão vendida como certeza?
O problema
Previsão vende porque entrega alívio. Cenário se usa porque amplia o repertório de futuros para os quais você está preparado, e a diferença entre os dois costuma aparecer no boleto.
O que acontece na sala
Essa é a palestra em que eu entrego método em vez de tendência. Começo separando previsão de cenário com exemplos de mercado, inclusive previsões famosas que envelheceram mal e decisões discretas que envelheceram bem. Depois mostro como eu monto cenário na prática: onde procurar sinal, como pesar o que é fato e o que é aposta, como escrever a hipótese de forma que ela possa ser derrubada e como transformar isso em critério de decisão que caiba numa reunião. A sala faz um exercício curto com o próprio setor. O fechamento é sobre disciplina, porque cenário sem revisão periódica é só um documento bonito.
Perguntas que ficam
- 01
Qual previsão a gente está tratando como fato?
- 02
Que sinal a gente veria primeiro se a nossa hipótese estivesse errada?
- 03
Quando a gente revisa isso, e quem convoca?
Ficha técnica
- Formato
- Palestra ou aula especial
- Duração
- 50 min
- Ideal para
- Abertura de planejamento estratégico, escola de negócios, time de inovação, associação.
- Customização
- O exercício de cenário é montado com o setor da plateia, então ele precisa ser combinado antes.
- Padrão desta ideia
- FilotaxiaUma regra de 137,5 graus gerando arranjo que nunca se repete: método fixo, resultado aberto.
- Endereço próprio
- andreraittz.com.br/palestras/future-thinking-sem-futurologia
Nenhuma ideia nesse cruzamento de filtros. Volte para todas ou desenhe uma sessão nova.
Quem não ocupaa sala, assiste.
Terceira porta
Não encontrou a ideia certa?
Algumas salas precisam de uma tese própria. Com o público, o contexto e o objetivo na mão eu desenvolvo uma sessão original dentro dos territórios em que trabalho, que são inovação, futuro, marketing e reputação. Fora deles eu prefiro indicar outra pessoa.
Você manda o público, o contexto e o objetivo. Eu volto com a tese, o roteiro e a duração.
Leva uma conversa de 30 min para fechar o recorte
No palco
Ideias em movimento
Trabalho em formatos diferentes conforme a sala pede, de abertura de evento a aula longa com perguntas depois. O que muda é a duração e a profundidade, nunca o argumento.

Quem sobe no palco
O especialista em especialistas
Eu sou publicitário, comunicólogo formado em 2008, e passei vinte anos em publicidade e marketing antes de trabalhar com o que eu faço hoje. Fui sócio da maior agência de marketing esportivo do Sul do Brasil, participei de campanhas nacionais e conduzi mais de cinquenta lançamentos digitais, que somados passaram de cinquenta milhões de reais faturados para mim e para clientes. Também sou bacharel em nutrição, formado em 2018, e menciono isso porque é a prova de que eu gosto de estudar assunto complexo até o fim mesmo quando ninguém pediu.
Hoje eu dirijo uma agência, dou aula em pós-graduação, escrevo, e trabalho num assunto só: como uma pessoa com competência real constrói reputação que dura num mercado de atenção fragmentada. Me chamam de especialista em especialistas porque o meu ofício é entender gente complicada e transformar isso em posicionamento, oferta e preço. As ideias aqui em cima são recorte desse trabalho e não uma linha de produto separada.
Briefing
Conte sobre a sala que você quer criar
Sete campos. O último é o que realmente importa, porque é dele que sai a proposta certa em vez de um orçamento genérico.



