Se a máquina passa a escrever, analisar, desenhar e programar razoavelmente bem, o que sobra valendo caro numa pessoa?
O problema
Competência técnica está virando serviço de assinatura. O que era diferencial de currículo agora vem embutido numa ferramenta de vinte dólares por mês, e o mercado ainda não recalculou quem ele deve pagar bem.
O que acontece na sala
Eu abro mostrando o que a produção em escala já engoliu, sem dramatizar e sem negar, porque quem está na sala já viu isso acontecer no próprio time. A partir daí a palestra vira uma investigação sobre o que a máquina não consegue tomar emprestado: gosto formado por anos de exposição, julgamento sob informação incompleta, repertório que permite ligar duas coisas distantes e a decisão de assinar embaixo. Uso exemplos de mercado, alguns confortáveis e outros não, para mostrar como pessoas com currículo parecido estão sendo precificadas de maneiras opostas. Fecho no que isso implica para contratação, formação de time e carreira de quem construiu autoridade em cima de execução. Ninguém sai da sala com receita, sai com um critério novo para decidir onde vale investir os próximos anos de prática.
Perguntas que ficam
- 01
Qual parte do meu trabalho eu faço porque sei fazer, e qual parte eu faço porque só eu decidiria assim?
- 02
O que eu estou treinando essa semana que uma ferramenta vai fazer melhor em dezembro?
- 03
Se a competência ficar barata, qual é o meu preço?
Ficha técnica
- Formato
- Keynote
- Duração
- 50 a 60 min
- Ideal para
- Abertura de convenção, encontro de liderança, comunidade de criadores.
- Customização
- Exemplos e setor podem ser trocados pelo contexto da sua audiência. A tese não muda.
- Padrão desta ideia
- PenroseOrdem sem repetição: rigoroso e nunca previsível, que é exatamente o que a máquina não consegue tomar emprestado.
- Endereço próprio
- andreraittz.com.br/palestras/o-ultimo-ser-humano-interessante


